Guess who's back

quarta-feira, 6 de setembro de 2023

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 (back again, gain, gain)

Esses tempos eu tenho sido a pessoa viciada em papelaria. Não é tanto sobre planners e planejamento (apesar de ser a fundação de tudo), mas sobre a romantização da vida. Não sei se é uma impressão minha ou geral, mas o mundo está indo pro saco e sinto que qualquer coisa que me traga um pouco de felicidade é necessário e eu posso investir e gastar meu tempo e dinheiro nisso. 

Então tenho passado meus dias nesse variando sobre pesquisar sobre coisas de papelaria, ver videos de coisas de papelaria e de fato fazendo coisas no meu diário e planner. E nesse universo de pesquisar eu tenho minhas inspirações favoritas:



A Abbey Sy é uma das maiores inspirações e consigo ver por ai que é de muita gente. Acho que ela é a que mais me trás esse sentimento de minha vida é ótima, vamos romantizar a ida no café super faturado. O problema (que não sinto só nela) é que ela leva uma vida tão diferente da minha que fica dificil tirar qualquer tipo de inspiração. Eu queria muito alguém que romantizasse a vida com um emprego fixo e pouco dinheiro para cafés super faturados.



A Megan não me trás tanto isso (mas ainda assim ela mora na Inglaterra e não tem emprego "normal"). Mas eu amo o cuidado e atenção que ela dá a cada página que escreve, a cada projeto. Eu também culpo ela pela minha obsessão por papelaria atual, porque foi logo depois que descobri o canal dela no youtube que minhas finanças começaram a ir todas para planners, adesivos e washi tapes. E também porque ela falou uma coisa em um dos videos que me fez mudar muito minha perspectiva das coisas:


because i have a difficult relationship with existence, i work hard to acknowledge and romanticise the things that are meaningful to me, the things that bring me joy. we live in an increasingly busy, noisy, and overwhelming world. so living slowly, deliberately, intentionally, and engaging with my interests sincerely helps motivate me to carry on, to stick around day after day, year after year (..). if you take anything from this it’s that cringe culture is dead. in 2023 so many things are so bleak you should love your interests with your whole heart. you should take the photo of the cake that almost sets your bed on fire. you should romanticise walking to the post office. you should be “extra” for the aesthetic. assign meaning to your life, to your every day mundane activities. assign meaning in any way that you can, that you want, that you need. seek joy. stay alive.

Talvez eu estivesse em um momento mais frágil, mas ame tocou tanto que até guardei (no meu jornal haha).

 


 Outra inspiração que eu tenho é a Ainda Kristina. Inclusive, vocês sabiam que as Filipinas eram colonia espanhola, então tem muuuita influencia em palavras e nomes? Eu não sabia, então fica ai essa gota de conhecimento para você. Acho que o que eu mais gosto são os diferentes tipos de journal que ela tem, um para livros, um para filmes e série, diário, planner. Não que eu tenha alguma pretensão de ter tantos cadernos separados assim, mas eu amo a inspiração. Fora que a letra dela é linda.


Enfim, vocês também tem muitas inspirações nas coisas que vocês amam? Tem alguma inspiração de papelarias brasileiras (no geral acho muito colorido tudo, não é bem minha ~estética~)

Does it also feel this way to you?

terça-feira, 21 de junho de 2022

 Eu resolvi, meio que de improviso, criar outro blog. Escrever, mesmo quando eu não sei sobre o que escrever. Acabei reparando muitas pessoas que eu gosto de acompanhar voltando com os seus blogs e isso acabou me dando um certo fogo de voltar também. Mas sobre o que eu escrevo?

Me deparei com o post da Emi e percebi que me peguei pensando parecido. Devo escrever sobre o que eu penso? Eu mal consigo compartilhar meus pensamentos comigo mesma ou no meu diário (ou a minha terapeuta), quem dirá com a internet, que apesar de ser um vácuo é ao mesmo tempo o lugar onde todo mundo está a um tweet do cancelamento. A minha ansiedade social diz que não.

E quando a minha vida? Ela não é exatamente interessante. Acho que esse sentimento talvez prevaleça na internet hoje em dia e eu talvez não seja a pessoa mais imune a isso. Ver as pessoas, influencers, amigos, compartilhando as milhares de coisas que eles fazem de uma maneira muito mais aesthetic do que eu jamais consegui manter minha vida real (a pilha de roupas no chão que o diga) faz com que eu sinta que eu não estou vivendo de verdade e que eu não preciso ou devo compartilhar nada com ninguém.

Mas ai eu me lembro o que a minha terapeuta diz - de que eu faço sempre as coisas pensando nos outros e não em mim. Sobre o que você quer escrever? O que você quer compartilhar? Ela pergunta. Isso me lembra dos tempos onde eu escrevia resenhas de livros extensas e falava sobre séries e filmes com muita emoção e entusiamo. Passava horas tirando fotos e editando elas para postar - mesmo que ninguém fosse ver. Escrevia mini-posts sobre encontrar um ex-crush-rolo na festa e fingir que não o vi para me sentir melhor. Eu não fazia nada disso porque alguém ia ver e comentar. Quer dizer, um pouco. Mas não era o principal. Era sobre me colocar a vista. Era para compartilhar quem eu era. Parafraseando o Kazuo Ishiguro: É assim que eu me sinto. Faz sentido para você? Você também se sente assim?

Percebo que nos ultimos anos, depois que minha vida virou de cabeça para baixo e depois voltou ao "normal" eu me apaguei demais. Eu me tranquei dentro de mim mesma e impedi que qualquer coisa pudesse sair. Eu me tornei (mais) triste e ansiosa e menos eu mesma. Talvez eu precise compartilhar novamente quem eu sou. Talvez eu não tenha o mesmo pique ou animação que antes, minhas fotos podem não serem tão bonitas e minha vida pode não ser tão aesthetic.



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